Um espaço direcionado a divulgar as experimentações artísticas de meus alunos no município de Itambé, assim como, um ambiente voltado à pesquisa e socialização dos conteúdos e temas discutidos durante o ano letivo.
A Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, visa oportunizar ao educando compreender a contribuição dos africanos na construção da identidade cultural brasileira. Ao compreender a importância do elemento africano, o aluno passa a desconstruir o estereótipo de uma hierarquia étnica. Durante anos a estereotipia racial no Brasil formulou a idéia de que tudo atrelado universo africano ou ao negro seria menor ou ruim. Assim, por décadas manifestações como lundu, batuque, Ijexá, capoeira, coco, congadas, maracatu, samba e etc, foram apontadas como menores, marginais, recriminadas ou até oprimidas. Apesar da gradual mudança de pensamento apoiadaporleis que beneficiam e protegemafro-descendentes de atos de preconceito e racismo, muito ainda tem de ser feito. Um exemplo dos resquícios de hierarquia étnica, alicerçadas pela sociedade escravista colonial que perdura ainda atualmente, é o conceito de que religiões de matriz africana são erradas ou vinculadas a ações do mal.
Pautando-se em desconstruir estereótipos, ampliar os conhecimentos acerca das representações religiosas afro-descendentes ediscutir a ojeriza as representações mitologicas africanas junto aos discentes do 2º ano do Ensino Médio, optou-sepelo enfoque no bimestre ao universo afro-brasileiro. Para tal, focamos traçar um paralelo através da produção artistica entre duas vertentes um pouco diferentes, mas, que possuem em comum a raiz africana.No Maracatu, as calungas são bonecas ricamente adornadas essenciais durante as manifestações ou cortejos. Na umbanda possui um significado diferente, estando ligado as hierarquias de espiritos ou entidades. Através do conhecimentos de alguns orixás do panteão africano, os alunos conceberam algumas "calungas", partindo das bonecas dos Maracatus, contudo, observando elementos referentes a cada órixá. Esta atividade teve um caráter de experimentação artística, fomentando aos discentes o conhecimento acerca da visualidade de crença nas religiões de matriz africana.
OXUM: orixá das águas doces e do outro, e ligada ao amor e à fertilidade. É feminino, e suas cores são o amarelo e o dourado. No sincretismo, associa-se a Nossa Senhora da Conceição e Nossa Senhora Aparecida. Produzida por Silvânia, Edleuza e Gilson.
IANSÃ: orixá dos relâmpagos e ligadas aos espíritos dos mortos. É feminino, e suas cores são o marrom, o vermelho-escuro e branco. Associa-se, no sincretismo, a Santa Bárbara.
OBA: orixá da água e ligada ao trabalho doméstico, e ao poder da mulher. É feminino, e suas cores são o vermelho e o dourado. Associa-se, no sincretismo, a Santa Joana d’Arc..
YEMANJÁ: orixá das grandes águas, mares e oceanos, e ligadas à maternidade. É feminino, e suas cores são o azul-claro, o branco e o verde-claro. Associa-se, no sincretismo, a Nossa Senhora das Candeias (ou Navegantes) e Nossa Senhora da Conceição. Produzida por Silmara e Thais Marques
Oxum. Produzida por Kênia Leandra, Morgana, Raysa, Elaine e Vanessa Araujo.
OXUMARÊ: orixá do arco-íris. É andrógino, e suas cores são o amarelo, o verde e o preto. Está associado no sincretismo a São Bartolomeu. Produzido por Milane, Ednalda, Ana Virgínia, Kelson e Keiciane.
OSSAIM: orixá da vegetação e ligado às folhas. É masculino, e suas cores são o verde e o branco. No sincretismo, associa-se a Santo Onofre.
EXU: orixá mensageiro; guardião das encruzilhadas e da entrada das casas. É considerado masculino, e suas cores são o vermelho e o preto.
No final do bimestre letivo de 2011, os alunos das 8ª séries do Colégio Municipal Professor Nivaldo Xavier de Araújo, debateram junto a mim acerca da variedade de obras visuais e de suas respectivas releituras. Apresentei aos alunos uma série de “Obras de Arte” mundialmente conhecidas e suas respectivas “releituras”.Conversamos sobre Marcel DuChamp e Salvador Dali, observamos também a variedade técnica na produção de uma obra visual. Vimos versões fotográficas de quadros e esculturas mundialmente famosos, contudo, o que chamou mais a atenção e fomentou a experimentação acerca das releituras a seguir foi o vídeo-clipe da banda Hold Your Horses. O nome da música é 70 Million. Pra quem gosta de pintura, o desafio é identificar quais são os quadros originais.
Dê uma olhada no vídeo e em seguida veja os originais e as versões do pessoal do "Nivaldo":
A Lição de Anatomia do Dr. Tulp, Rembrandt, 1632
Jhonathan, Daniele, Daiane, Aline, Juliano, Rafael,Sávio e Lizandra
Paulino, Tayná, Taynara, Wérica, Josuel, Diêgo, Wellington, Everson e Jefferson.
Jordânia, Valdelice, Cícera, Karol "Anjinho", Thaís, Débora Hellen, M
O Grito, Edvard Munch, 1893
Auto-retrato, Frida Kahlo,1948
A Criação de Adão, Michelangelo Buonarroti, por volta de 1511
O homem de turbante vermelho, Jan van Eyck
A Última Ceia, Leonardo da Vinci, 1495-97.
Pietá, Annibale Carracci, 1599-1600
Carla Carolaine e Rafael Brasiliano
Auto-retrato com a orelha cortada, Vincent Van Gogh
Moça com brinco de pérola, Johannes Vermeer
Geovana Menezes
A incredulidade de São Tomé, Caravaggio
Danilo, Gustavo, Raiane e Rodrigo.
A queda dos anjos rebeldes, Sebasthian Ricci
Deposição no túmulo, Caravaggio.
Pra quem não identificou as pinturas vai aí uma canja!
A morte, suas visualidades e aspectos culturais, também foram vivenciados durante o 3º bimestre de 2010, na Escola Arruda Câmara. As experimentações visuais dos alunos dos 1º anos do Ensino Médio A, B, C e D vieram na forma de ensaios fotográficos que forma expostos na Mostra de Anual de Cultura da escola. Apesar do tema “cabuloso”, os alunos se divertiram muito performatizando e lançando novos olhares aos cemitérios de Itambé- PE e Pedras de Fogo - PB.